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DOT do pneu: como ler a data de fabricação?

Os quatro números da data do pneu indicam semana e ano de fabricação. Veja um exemplo e o que conferir além desse código ao avaliar um usado.

Ilustração de pneu genérico: exemplo fictício 2324 significa a 23ª semana de 2024; conferir semana, ano e avaliação da condição.
Ilustração editorial original com exemplo numérico fictício; não retrata um pneu inspecionado nem comprova condições de uso.

Na marcação de data do pneu, os quatro algarismos indicam a semana e o ano de fabricação: os dois primeiros são a semana e os dois últimos, o ano. Eles não informam quando o pneu foi instalado no carro nem, sozinhos, se ele está em condições de uso. Ao avaliar um usado, leia a data e leve a condição do pneu para uma avaliação profissional.

A Michelin explica essa leitura em seu guia de marcações, atualizado em 17 de março de 2026. A Continental também descreve o bloco de quatro algarismos em sua orientação sobre o DOT, código de identificação presente no pneu. A data é uma parte dessa identificação, não o significado de todos os números e letras da lateral.

Como separar a semana e o ano

Exemplo hipotético: se o bloco de data for 2324, a leitura será 23ª semana de 2024. O número 23 não é o mês, e 2324 não é uma indicação de quilometragem. Essa separação serve para entender quando aquele pneu foi produzido.

Primeiro identifique o bloco da data dentro da marcação DOT; não escolha quaisquer quatro números da lateral. Há outras inscrições no pneu, como a medida. Se não conseguir localizar ou ler a sequência completa, peça ajuda a um profissional, em vez de completar números por suposição.

Fabricação não é a data da instalação

Imagine que o vendedor diga: “Os pneus foram colocados recentemente”, mas o código indique uma fabricação anterior. As duas informações tratam de acontecimentos diferentes. O código não permite descobrir por quanto tempo o pneu ficou armazenado ou quando passou a rodar naquele veículo.

Se a data da troca for relevante para a negociação, peça o comprovante disponível e esclareça a que serviço e pneus ele se refere. O exemplo não comprova uma irregularidade nem confirma a declaração do vendedor. Para organizar essa conversa, veja quais registros de manutenção pedir antes da compra.

A data permite decidir se o pneu ainda pode rodar?

Não por si só. Em orientação publicada em 20 de março de 2026, a Michelin informa que tempo, condições de uso, armazenamento e desgaste influenciam a durabilidade. A avaliação profissional também considera sinais como trincas e deformações. Um código recente não elimina a necessidade de examinar o pneu.

Registre a data que conseguiu ler e pergunte ao profissional: “Considerando a idade, o estado deste pneu e as recomendações do fabricante, há necessidade de substituição?”. Essa pergunta é mais útil do que tratar um único número como prazo automático. Não use o exemplo numérico deste artigo como autorização para continuar circulando.

Na compra do usado, mantenha cada informação ligada ao que ela realmente demonstra: o DOT ajuda a ler a fabricação do pneu; o exame físico avalia sua condição. Para as demais etapas da compra, entenda a diferença entre consulta online, vistoria e avaliação mecânica.

Fontes e referências

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Relatório modelo

Exemplo ilustrativo. Os dados variam conforme a consulta.

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Relatório modelo fictício AAA-0000: identificação, indicadores, situação, eventos e considerações de leitura